Estou gostando da idéia de reunir histórias e casos cômicos relacionados à Medicina. Resolvi então, questionar professores e preceptores, para aumentar o meu estoque. Segue mais uma.
Paciente desacompanhada entra no consultório de Ginecologia meio atordoada pelo possível constrangimento de se despir frente a um desconhecido. As primeiras palavras denotavam a simplicidade da paciente, possivelmente moradora de zona rural.
- Boa tarde, doutô. Eu ando com um pobreminha para embuchar! Já tem um tempinho que nao consigo.
- Seria a primeira vez que você procura atendimento por este motivo? Já fez algum outro tratamento? - perguntou o médico objetivamente.
- Não sinhô.
Um incomodo silêncio baratinava os pensamentos da paciente enquanto o médico, cabisbaixo, anotava os dados informados.
A consulta seguia normalmente. Anamnese se concluindo. O médico se levanta, vai em direção ao armário, abre-o e retira uma camisola rosa claro.
- Ai doutô, como eu queria um filho, viu.
- Seu marido já fez algum exame por este motivo?
- Nao.
- Vá ali no banheiro, vista esta camisola com a parte aberta para frente pois eu vou ter que te examinar por baixo também.
- Mas doutô, eu quero um filho...mas é do meu marido, nao do sinhô...
Um riso tímido no canto da boca do médico surgiu. Explicar todo o procedimento a ela tirou-lhe alguns minutos. Mas duvido que não tenha enobrecido seu ego.
Até a próxima.
sábado, 13 de março de 2010
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Muito boa!
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